domingo, 30 de junho de 2013

Cura Gay: bom para quem?

São fortes as críticas ao Projeto Cura Gay, do Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Sr. Marco Feliciano. O que há é um equívoco enorme quanto a algumas coisas: evangélicos têm apoiado Feliciano simplesmente por motivos religiosos, ou seja, estamos criando uma verdadeira batalha religiosa no Brasil.
Não apoio Marco Feliciano e isso não escondo de ninguém pois não vejo fundo social em suas medidas. Em que um Projeto como o da Cura Gay poderia melhorar a sociedade? Qual o benefício que traria? Eu não consigo responder estas perguntas com outras expressões a não ser "Nenhum, nada". Pelo contrário, a proposta do deputado acaba simplesmente por expandir a homofobia no Brasil, que, caso suas medidas forem aprovadas, poderão simplesmente passar a considerar todos os gays como doentes, o que não é prático e oportuno a melhoria do Brasil.
Sugiro então que o Sr. Feliciano passe a postular medidas interessantes a sociedade, que representem um avanço social. Que tal criar medidas que visem combater o preconceito racial? Que tal campanhas de integração religiosa? Pensemos nas crianças que passam fome. Pensemos nos idosos abandonados em azilos. Pensemos na pobreza que ainda temos em nosso país. Nossa sociedade precisa de prática, e não de guerrinhas pessoais.

Romes Sousa

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Revoltas: necessidade, vandalismo: imaturidade

Violência em meio aos manifestos brasileiros em 2013
Todos os noticiários atuais estão destacando, em maior ou menor grau, as revoltas e manifestações contrárias ao aumento das passagens de ônibus.
Destaco a importância destes movimentos, que, digamos sem preocupação, já deviam estar acontecendo a tempos, por diversos motivos. Aliás, uma das causas do aumento da corrupção nacional e do descaso com áreas sociais importantes, como a saúde e a educação é o "corpo mole" feito pelos brasileiros que, ao invés de protestarem verdadeiramente perante as medidas governamentais que desagradam a população, ficam sentados em suas casas fazendo ameaças ignorantes, como "na próxima eleição, vou votar nulo". É de extrema necessidade que manifestemos nossas contrariedades quanto ao sistema, mas estes manifestos devem ser conscientes e convencedores.
Não tem como admitir que vândalos se infiltrem no meio dos manifestantes reais, causando arruaças e pondo em dúvida a seriedade do movimento. É preciso conscientizar a todos que ir para as ruas protestar não é sair para pular carnaval ou assistir jogos da seleção em copa do mundo. Se vamos as ruas, sejamos sérios, objetivos e maduros em nossas reivindicações, pois de imbecilidade nosso país já está cheio.

Romes Sousa