quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Política Ideal: como deveria ser?

Sabemos que grande parte da população brasileira não gosta de ouvir falar o termo política. Atualmente, esta se relaciona profundamente com assuntos socialmente degradantes, como a corrupção, a desonestidade, a troca de favores, a busca incontínua e avassaladora pelo poder, etc. 
No entanto, questão faço de descordar com os princípios que seguem a política atual. Não que a minha discórdia esteja baseada na observação da atualidade, mas sim no real sentido que deveria ter a política. Esta, aliás, que já devia, há tempos, ter passado por grandes mudanças em diversas atitudes. Inicialmente, a política deveria ser um instrumento de benefício da sociedade, mas na atualidade parece mais ser a dona da sociedade. A política deveria estar associada ao auxílio social em TODAS as épocas e não somente quando se está no poder.  Deveria "por a mão na massa" e cumprir o que prometem sem que para isso fosse preciso esbanjar algum cargo.
A política sinceramente precisaria ser uma entidade sem fins lucrativos (o que só na teoria de nada adiantaria). O político deveria ter total ciência de que realmente é um mero represente da sociedade, o que parece não existir. Se representa a sociedade, deveria saber que, como já disse, o social não se mantém apenas em épocas eleitorais ou governamentais, que o cargo que ele está ocupando não é seu, mas sim e literalmente, do povo. Deveria esquecer por alguns segundos suas ideologias e filosofias pessoais e lembrar que antes de querer mandar ou projetar ideias, deveria ouvir a população, que antes de pensar em lucrar com o poder, deveria representar, sem diferenças, todos os que não estão na cadeira. E é justamente por este motivo que defendo uma política totalmente livre de fins lucrativos, no qual toda a qualquer verba que entrasse no partido fosse destinada a ações sociais que, aliás, como já sugeri, deviam ser cotidiano de todo partido político. O fim dos lucros individuais dos partidos representaria um país no qual quem se atrevesse a ocupar a cadeira política, lá fosse por, além dos méritos, que mais em baixo dissertarei, mas por AMOR a sua sociedade. 
Os cargos não deveriam ser disputados com base no futuro, mas sim, na construção de um passado. O político não deveria prometer e prometer coisas que, em muitas vezes, não vá cumprir, deveria, ao invés disso, mostrar o porque tem o DIREITO de ocupar aquela cadeira, representando a sociedade. O político não poderia ser o que mais tem dinheiro, ou o grande empresário da cidade, precisaria ser a REFERÊNCIA social, mas para que isso ocorresse, precisaríamos banir princípios capitalistas que dizem que a referência está ao lado do dinheiro, os partidos políticos deveriam ser doutrinas com valores próprios que não visassem o poder, mas que, como movimentos não governamentais, visassem a boa evolução da sociedade como um todo, zelando, pelo social e não pelo individual, se aliando em totalidade e não competindo por mandatos.
Voltando aos ditos sofre a ausência individual de lucro nos partidos, ressalto que se houvesse respeito e organização, não precisaríamos de propagandas eleitorais como as de hoje. Não precisaríamos de barulheira, bagunça ou rivalidade, precisaríamos apenas que cada candidato apresentasse, em horário destinado as suas ideias e o porque merece ocupar a carreira.
Todos os políticos deveriam ser também obrigados verdadeiramente a estarem participando de programas de auxílio social, podendo assim estar ao lado do próprio partido nesta empreitada, provando que sua liderança se construiu e não foi imposta.
Tudo o que disse hoje parece fuga da realidade. Realmente é. É porque para apreciarmos transformações como as que citei, precisaríamos antes de tudo de reformular a nossa sociedade, reformular as ideias das crianças, o nosso grande futuro. Enquanto as escolas, a televisão, os clubes de futebol, ensinarem que é melhor estar mandando,  não só a nossa política, mas a nossa sociedade será o que é. 
Tenho, no entanto, a grande convicção de que esta era da política suja se findará brevemente. Tenho, como princípio ideológico e racional, que num futuro breve (cujo período de tempo fica a convicção de cada um), os valores morais estarão mais ativos do que os valores financeiros. E digo mais, proponho que, daqui alguns anos, mesmo que demore, a ação social não será mais necessária porque realmente todos se equivalerão e já não mais será preciso o pronuncio de dissonâncias ricos e pobres.

"O que persigo não é o que está hoje, mas sim, o que estará amanhã."

Romes Sousa

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