quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A verdadeira face dos movimentos ecoambientalistas

Os Movimentos Ecoambientalistas são entidades virtuais ou físicas que visam a preservação do meio ambiente, se enquadrando nas ideologias ambientalista e/ou ecologista. Tais movimentos, quando associados a grandes companhias ambientais costumam desenrolar um grande amparo e atenção de meios de mídia, além de servir como ferramenta de atração para muitos jovens e adolescentes que veem  nas manifestações das organizações, oportunidades de se firmarem e auto-afirmarem na sociedade em que vivem, de manifestar sua rebeldia e insatisfação, assim como em outras ideologias, como o Comunismo, embora em grande parte dos casos, estes jovens não possuem tanta consciência do que querem. Ou seja, estão movidos por uma necessidade muito mais pessoal do que realmente ambiental, e é justamente aí que entra uma das principais manchas dos movimentos ecoambientalistas.
Por consequência do vigor juvenil, campanhas, projetos e ongs de defesa do meio ambiente foram associados por pesquisadores e leigos, em toda a história, com o anarquismo e filosofias afins. Não podemos deixar de observar também o que ocorre nos bastidores: muitas empresas em todo o mundo têm interesse em manchar os movimentos ecoambientalistas (como a tradicional Shell, que quer explorar petróleo no ártico). E o motivo? Sem ambientalismo não há campanhas de prevenção a crimes ambientais (que, "estranhamente", costuma ser o foco das empresas que combatem os movimentos ecologistas), se não há protestos, não há "rebeldia". Ou seja, quanto mais as pessoas acharem que ambientalismo/ecologismo são entidades radicais, fanáticas, que previlegiam mais a vida dos animais do que a do homem, melhor será para as tais "empresas de renome".
Representação da Deusa Gaia.
Sabemos, pelo mesmo motivo que apresentado no início desta postagem, que realmente, existem grupos radicais ambientalistas que chegam a tomar medidas bizarras e até mesmo adotar "princípios religiosos"* (como o culto à Gaia, praticado por certos ambientalistas) para preservar o meio ambiente. Mas são minorias. Em geral, os movimentos ambientalistas giram, direta ou indiretamente, próximo de grandes ongs, como o Greenpeace (organização à qual sou credenciado), o WWF, entre outros. Sabemos bem que as entidades citadas são sérias e têm bases ideológicas muito bem consolidadas e reafirmadas ao longo de suas histórias, o que mostra que realmente, existe uma excessão muito grande do extremismo ambiental.  

Para consolidarmos esta discussão, vamos fazer um parâmetro de mitos e verdades sobre o Movimento Ecoambientalista, sempre prezando pelo conceito de generalidade (excessões existem).

01- Os ambientalistas/ecologistas cultuam a Deusa Gaia. Mito! Esta foi uma farsa que, por causa das excessões, o movimento anti-ambientalista inventou. O ambientalismo/ecologismo jamais foi religião para cultuar deuses.

02- Os ambientalistas/ecologistas previlegiam a vida animal em relação à humana. Mito! Esta é uma característica de grupos extremistas. Verdadeiros ecologistas (principalmente os ecologistas) buscam e defendem com ênfase soluções realistas que conciliem desenvolvimento socioeconômico com preservação ambiental (sustentabilidade).

03- Os movimentos ambientalistas/ecologisas fazem de tudo para alcançarem seus objetivos, inclusive lutas armadas e mortes. Mito! Existem pouquíssimos grupos radicalistas que tomam atitudes como estas, mas, em geral (99% dos casos), os ambientalistas, principalmente os com ligação ao Greenpeace, são extremamente pacifistas.
04- Ambientalistas/ecologistas devem vegetarianos. Mito! Ser ou não vegetariano varia de pessoa para pessoa. Não é ser vegetariano que tornará alguém mais amante da natureza do que o outro.

05- Movimentos de proteção ambiental promovem manifestos em ruas e localidades públicas. Verdade! É característica marcante dos movimentos ambientais/ecologistas a promoção de eventos para manifestações públicas que defendam alguma causa, sejam em datas comemorativas ou não.

06- Ambientalismo e Ecologismo são a mesma coisa. Depende! Embora a afirmativa seja, em geral, falsa, ela se satisfaz muito na prática. Normalmente, por joguetes sujos de grupos anti-ambientalistas, definem, por convenção, que o ambientalista é o ecologista mais radical, o que vai para as ruas, protesta, e muitas vezes não raciocina as consequências de suas práticas. Em razão do termo "Ecologismo" ter surgido muito depois de "Ambientalismo", o primeiro está relacionado ao homem comum que busquem condições e ferramentas para promover uma vida boa tanto para o homem, quanto para o animal (vê-se por animal todo ser alheio ao homem), ou seja, o ecologista é, por convenção popular, mais voltado ao estudo, a pesquisa e a racionalidade. Porém, quando a questão é prática, o ambientalista sempre é ecologista e o ecologista sempre é ambientalista, embora alguns não queiram admitir. Assim, existem ambientalistas racionalistas e ecologistas radicais.

07- O ambientalista/ecologista não pode seguir outras ideologias. Mito! O cidadão ecologista ou ambientalista, como queira se denominar, é uma pessoa como qualquer uma outra, que tem liberdade de ação e preferência ideológica. Nada, a não ser fanáticos, impede uma pessoa de seguir ao mesmo tempo, por exemplo, socialismo e o ambientalismo. Prova disso são os partidos políticos que levantam a bandeira ambiental.

08- O ambientalista/ecologista tem que conhecer a natureza e entender Biologia. Mito!  O ecoambientalista tem, simplesmente, boas intenções para a preservação do meio ambiente. É um cidadão comum que apenas é movido por suas intenções. Nada o obriga a conhecer ciência alguma.

Pelo que vemos, a relação fanatismo, anarquismo e ecoambientalismo, não se traduz em realidade. Os ambientalistas ou ecologistas são simplesmente pessoas movidas de boas ações para a preservação ambiental. Infelizmente, precisamos nos deparar, ainda hoje, com movimentos fanáticos e radicais que não passam de excessão quando se fala em nossa filosofia. Continuemos trabalhando, pois de nada adianta fazer ciberativismo ou atitudes semelhantes sem preservar a vida dentro de nossas próprias casas.

* O objetivo da citação não é mal dizer as religiões que cultuam a natureza, apenas diferenciar ambientalismo/ecologismo de religião.

Romes Sousa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mudanças sociais: o comunismo não é para hoje

Não há dúvidas de que a ideologia real do Comunismo (marxista) tem pontos corretos, tendo em vista que buscam a reforma social, tendendo a uma democracia direta, no qual todos participem e se integrem ao convívio mútuo do poder. No entanto, devemos considerar que abdicar de um governo de uma hora para a outra tendo a real ilusão de que a sociedade proletária nossa, como está hoje, conseguiria comandar um país de forma igualitária é algo totalmente fora de cogitação. Não que o Comunismo se agregue ao que disse, mas a proposta dos atuais comunistas sim. Entendamos o porquê.
Inicialmente, para que a sociedade se torne realmente marxista é necessário que todos consigam conviver bem e desempenhar com perfeição suas habilidades. Para que isso ocorra, antes de tudo, é preciso transformar a educação, incluindo de forma bastante participativa valores morais e filosóficos nos currículos escolares. Ou seja, o estudante deve ser educado ao princípio da contribuição mútua, deve aprender a dar, entender que o ser é maior do que o ter, deixando de lado a convicção capitalista que praticamente toma o papel dos pais e educa as crianças na atualidade. Quando falo em valores filosóficos, digo que as crianças devem ser educadas para pensarem sua realidade, fazendo uma análise dos fenômenos a sua volta, se pondo a raciocinar para aí sim desenvolver os seus potenciais e receber da sociedade que o cerca, formado por indivíduos que também receberam uma educação de qualiade como a descrita, o amparo para o salutar desenvolvimento de suas habilidades íntimas, zelando para que estas contribuam para todo o meio social que o envolve.
Ou seja, para que a educação garanta uma futura sociedade socialista, será preciso uma reviravolta na forma de se educar, não apenas na escola, mas também em casa. Essa transformação demandaria, minimamente, três gerações, sendo a primeira para receber a educação escolar conforme descrito acima, a segunda para receber tanto a educação escolar, quanto parte da educação familiar dos pais e a terceira para tentar consolidar tudo. Aí sim poderíamos sonhar com a tão falada sociedade comunista, deixando sempre claro que o Comunismo que aqui falo é o ideológico e não o prático e ridículo exemplificado por diversas sociedades.
O principal problema que impede que qualquer tentativa de revolta comunista tenha sucesso é que 95% da classe trabalhadora atual em situação de proletariado são verdadeiros sanguessugas sociais, ou seja, sugam ideias alheias, tomando-as como sua. É o velho dito de que todo político é corrupto. Então, não adianta eu colocar o poder nas mãos dos "injustiçados trabalhadores", para que uma transformação se suceda no Brasil. Temos que ver que o proletariado atual é composto por pessoas, como já deu para notar quando disse sobre os sanguessugas, de potencial intelectual muito baixo, sem muito estudo e convicto de ideias que eles receberam e recebem da grande parte da sociedade atual. E tudo culpa de quê? Da educação que receberam, das antigas gerações que se preocuparam em formar "trabalhadores para as indústrias" do que verdadeiros cidadãos.
Ou seja, aí voltamos no mesmo lugar: hoje, nenhuma transformação social se consolidará. É tempo de plantarmos plantar ideias, criarmos projetos, mas se não mexermos na educação, não haverá revolução capaz de abalar essa sociedade. Chega da infantilidade que muitos revolucionários fanáticos alimentam de tentar assumir o poder a partir da força e da luta armada! Chega! É hora de olharmos para a frente. Essa ideia é do passado, já estamos no futuro. É preciso pensar novo. Nenhuma transformação conseguirá apoio social se não for pacífica e acolhedora de novos membros. Os que teimarem nos infantis ideais aqui descritos continuarão a ser tarjados, com justiça, de anarquistas e baderneiros.
A ideia de uma sociedade que coopere entre si, no qual todos, sem exceção, possam desenvolver seus potenciais serenamente, em que não será mais preciso a propriedade privada, pois todos se respeitarão e conhecerão os direitos alheios, é de hoje, mas não é para hoje. Podemos pensar, mas infelizmente, não podemos transformar com radicalidade nossa sociedade da forma que muitos defendem. Chegou a hora de diplomacia e não de bagunça. Chegou a hora de formarmos pensadores e não fanáticos. Que tenhamos a certeza de que podemos sonhar e realizar os nossos sonhos, mas que para isso, é preciso acordar e saber correr atrás do que queremos.  E que acima de qualquer ideologia de futuro, tenhamos a consciência de que existe apenas um elemento seguramente guardião de ideias e revolucionário do futuro: a educação.

Romes Sousa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A importância da educação na consolidação da nova política

Certamente, a construção de uma nova visão da política pode e deve começar hoje, com ativistas e partidários que visam esta proposta porém, a tão falada reforma política só poderá honrar o nome "reforma" em um prazo de tempo maior, ou seja, será preciso mobilizar as novas gerações para que criem uma nova política, caso contrário, o iniciado hoje não passará de mais um movimento que, embora com boas intenções, fracassou ao passar dos anos.
Conclui-se logo que precisaremos repensar também a forma de se educar. Inicialmente, devemos parar de pensar que a educação é feita para se jogar cada vez mais informações na cabeça do indivíduo e depois garantir estatísticas favoráveis ao governo em questão. Tenho certa admiração pelos escritos de Augusto Cury que, para aqueles que não o conhecem, é um psiquiatra e pesquisador em Psicologia conceituado mundo a fora, criador da teoria da Inteligência Multifocal. O escritor diz que a mente é uma máquina muito mais poderosa do que qualquer computador e que não pode ser usada para guardar informações como o mesmo computador que já referi. A mente não serve para guardar informações inúteis, mas sim para pensar as informações a cerca do ambiente e é assim que devemos encarar nossa educação, de forma a criar indivíduos que, antes de precisarem decorar fórmulas, aprendam a pensar e a raciocinar logicamente sobre a realidade que está em sua volta. 
A questão do pensar estimulará o indivíduo (criança) a formular teorias, raciocinar o mundo, e, sobretudo, ver o capitalismo ridículo que nos cerca, com outros olhos, aprendendo a desmascaram as falsas informações passadas pela imprensa, aprendendo a saber que o melhor não é o que tem mais dinheiro ou o mais bonito, aprender a olhar outros valores que não sejam os mais pregados atualmente, em resumo, ter lições relativas ao "pulo do gato", que é analisar tudo a sua volta não como um fanático ridículo e radical, mas como um verdadeiro cidadão.
Porém, não nos ilusamos que para este verdadeiro vendaval atingir a nossa educação, será preciso que os movimentos novos de reforma política que realmente estejam fazendo por onde merecer este nome, ganhem força e recebam respeito dos atuais "poderosos". Não queremos radicalismo e pouca prática, como certas entidades partidárias teimam em fazer, mas sim, um novo Brasil que, acima de tudo, tenha pensamento e ação!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Política Ideal: como deveria ser?

Sabemos que grande parte da população brasileira não gosta de ouvir falar o termo política. Atualmente, esta se relaciona profundamente com assuntos socialmente degradantes, como a corrupção, a desonestidade, a troca de favores, a busca incontínua e avassaladora pelo poder, etc. 
No entanto, questão faço de descordar com os princípios que seguem a política atual. Não que a minha discórdia esteja baseada na observação da atualidade, mas sim no real sentido que deveria ter a política. Esta, aliás, que já devia, há tempos, ter passado por grandes mudanças em diversas atitudes. Inicialmente, a política deveria ser um instrumento de benefício da sociedade, mas na atualidade parece mais ser a dona da sociedade. A política deveria estar associada ao auxílio social em TODAS as épocas e não somente quando se está no poder.  Deveria "por a mão na massa" e cumprir o que prometem sem que para isso fosse preciso esbanjar algum cargo.
A política sinceramente precisaria ser uma entidade sem fins lucrativos (o que só na teoria de nada adiantaria). O político deveria ter total ciência de que realmente é um mero represente da sociedade, o que parece não existir. Se representa a sociedade, deveria saber que, como já disse, o social não se mantém apenas em épocas eleitorais ou governamentais, que o cargo que ele está ocupando não é seu, mas sim e literalmente, do povo. Deveria esquecer por alguns segundos suas ideologias e filosofias pessoais e lembrar que antes de querer mandar ou projetar ideias, deveria ouvir a população, que antes de pensar em lucrar com o poder, deveria representar, sem diferenças, todos os que não estão na cadeira. E é justamente por este motivo que defendo uma política totalmente livre de fins lucrativos, no qual toda a qualquer verba que entrasse no partido fosse destinada a ações sociais que, aliás, como já sugeri, deviam ser cotidiano de todo partido político. O fim dos lucros individuais dos partidos representaria um país no qual quem se atrevesse a ocupar a cadeira política, lá fosse por, além dos méritos, que mais em baixo dissertarei, mas por AMOR a sua sociedade. 
Os cargos não deveriam ser disputados com base no futuro, mas sim, na construção de um passado. O político não deveria prometer e prometer coisas que, em muitas vezes, não vá cumprir, deveria, ao invés disso, mostrar o porque tem o DIREITO de ocupar aquela cadeira, representando a sociedade. O político não poderia ser o que mais tem dinheiro, ou o grande empresário da cidade, precisaria ser a REFERÊNCIA social, mas para que isso ocorresse, precisaríamos banir princípios capitalistas que dizem que a referência está ao lado do dinheiro, os partidos políticos deveriam ser doutrinas com valores próprios que não visassem o poder, mas que, como movimentos não governamentais, visassem a boa evolução da sociedade como um todo, zelando, pelo social e não pelo individual, se aliando em totalidade e não competindo por mandatos.
Voltando aos ditos sofre a ausência individual de lucro nos partidos, ressalto que se houvesse respeito e organização, não precisaríamos de propagandas eleitorais como as de hoje. Não precisaríamos de barulheira, bagunça ou rivalidade, precisaríamos apenas que cada candidato apresentasse, em horário destinado as suas ideias e o porque merece ocupar a carreira.
Todos os políticos deveriam ser também obrigados verdadeiramente a estarem participando de programas de auxílio social, podendo assim estar ao lado do próprio partido nesta empreitada, provando que sua liderança se construiu e não foi imposta.
Tudo o que disse hoje parece fuga da realidade. Realmente é. É porque para apreciarmos transformações como as que citei, precisaríamos antes de tudo de reformular a nossa sociedade, reformular as ideias das crianças, o nosso grande futuro. Enquanto as escolas, a televisão, os clubes de futebol, ensinarem que é melhor estar mandando,  não só a nossa política, mas a nossa sociedade será o que é. 
Tenho, no entanto, a grande convicção de que esta era da política suja se findará brevemente. Tenho, como princípio ideológico e racional, que num futuro breve (cujo período de tempo fica a convicção de cada um), os valores morais estarão mais ativos do que os valores financeiros. E digo mais, proponho que, daqui alguns anos, mesmo que demore, a ação social não será mais necessária porque realmente todos se equivalerão e já não mais será preciso o pronuncio de dissonâncias ricos e pobres.

"O que persigo não é o que está hoje, mas sim, o que estará amanhã."

Romes Sousa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Informação

Passarei a publicar os contos em uma página do site Recanto das Letras.

Para acessá-los, deixo aqui o meu link: www.recantodasletras.com.br/autores/romessousa.

Obrigado a todos os leitores.