quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aprovação do novo código florestal: Bom pra quem?


A aprovação pelos deputados do conjunto de leis que regulamentam Novo Código Florestal foi aprovada recentemente e está a um passo de jogar fora uma das maiores riquezas brasileiras.
No código, fica previsto uma menor área de preservação ambiental a beira de rios e nascentes, entre outras coisas.
Para ser definitivamente aprovado, o projeto precisa apenas da assinatura da presidente Dilma Rousseff. 
A partir de um pequeno conhecimento das leis que regulamentam o código, fica claro que este nada adiantará ou contribuirá para a evolução social e econômica do povo brasileiro, pelo contrário, contribuirá ainda mais para o desmatamento e extinção de espécies.
O Brasil é um país que tem (ou teria) tudo, absolutamente tudo para se tornar a maior potência em Biodiversidade do mundo, fatores como clima, localização geográfica e distribuição de áreas verdes contribuem para tal. Nosso país carrega em si a maior área da floresta Amazônica, contanto com espécies ainda desconhecidas e com um vastíssimo campo de pesquisas biológicas e farmacêuticas.
Fora dos princípios vitais das florestas podemos citar, entre outras coisas, o fato de que o Brasil e dono de uma desigualdade social fortíssima, que acaba por fugir dos padrões da normalidade. A "riqueza" do Sudeste é contraste com a extrema pobreza nas regiões Norte e Nordeste. Não seria melhor se ao invés dos queridos governantes buscarem destruir o patrimônio verde do Brasil, investissem realmente nesta nação? Não preciso pensar e já dizer inúmeros problemas presentes na nossa sociedade: educação, saúde, falta de valorização do professor, segurança, transportes públicos, etc.
Com tais considerações até um cego enxerga que nada beneficiará este novo código a não ser aos ricos proprietários de terra e advinha quem são eles: os políticos que aprovaram o código florestal! Muitos alegam: este novo código trará maior potencial a industria brasileira. E quantos bilhões serão perdidos com os desastres a nossa biodiversidade? E quantos problemas internos nós temos para resolver e os senhores preocupados com indústria? E quantas espécies serão extintas? 
Sinceramente, acho que estas perguntas ficarão sem resposta. São demais para o cérebro de nossos governantes. Que cada um pense o que queira, mas nas redes sociais, um fato evidente é: os ambientalistas são contra, o povo é contra! Ninguém quer este novo código florestal.

VETA DILMA!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ecologia Comportamental: Cantar dos pássaros

Para os moradores de cidades pequenas ou afastadas  pode se tornar costume o fato de se acordar bem cedinho e ficar admirando o cantar dos pássaros.
Alguns leigos acreditam que o canto se dá pela felicidade presente na ave. Porém, a Ornitologia e a Etologia contradizem esta opinião.
O canto dos pássaros, ao interpretados de maneira científica, são muito mais do que meros sons produzidos para alegrar o ambiente e representar o estado de espírito do pássaro.
Ao cantarolar, a ave consome seu tempo e energia, que poderiam estar sendo utilizados para diversas outras coisas. O canto é, então, mais um vocabulário destas belas criaturas, que são as aves.
Basicamente, os sons emitidos podem ser classificados em duas formas: a de canto, muito relacionado a defesa do local onde se habita e a conquista de parceiro para acasalamento. Uma outra função é o chamado, que auxilia na distribuição de outros tipos de informações, como, por exemplo, pode servir como uma potente sirene que alerta parceiros de espécie sobre a chegada de algum predador.  
Os cantos são sons mais agradáveis ao ouvido humano, visto que tendem a manter um ritmo, são, muitas das vezes, emitidos por machos e suas notas estão agrupadas de maneira embaralhada e entrelaçada, embelezando ainda mais a natureza que nos cerca.
Já os chamados são sons que não agradam muito ao ouvido humano, visto que tendem a apresentar tonalidade muito alta e ritmos não tão organizados. São formados por curtas e barulhentas notas. 
Os sons são potentes meios de comunicação utilizados pelas aves, servindo de auxílio á pesquisadores na identificação de espécies. Podem transmitir inúmeros papéis biológicos, que variam conforme o costume da espécie envolvida. Clima e condições ambientais determinam o papel direcionado ao som destes animais.
Desta forma, fique esperto e atento ao observar, ou melhor, ouvir o canto de uma ave. Lembre-se que este é o meio de comunicação que estas lindas espécies utilizam. Quem sabe um dia o homem conseguirá desvendar os mistérios da comunicação dos animais?! Até lá, cabe a nós observar as maravilhas do mundo vivo!

Romes Sousa
http://desventurasdebiologia.blogspot.com

domingo, 1 de abril de 2012

Superdotação Artística: Influência familiar ou capacidades especiais?

Em posts anteriores, abordei tópicos do tema superdotação. Hoje dissertarei sobre um tipo influente, não tão raro, mas com grande repercussão social.
A superdotação artística é marcada por um talento especial da criança pela arte, seja esta cênica, plástica, literária, dramática ou musical.
Notamos inúmeros exemplos de crianças que fazem sucesso em programas de calouros e se revelam para o mundo como grandes talentos em suas áreas.
Um fato novo ao falar dos artistas mirins é o fato de que atualmente, o número de crianças com pré-disposição para a arte tem crescido assustadoramente.  O Reality Show "Qual é o seu talento?", do SBT foi ponte para o sucesso de inúmeros pequenos artistas. O programa, já encerrado, revelou inúmeras crianças com talentos exorbitantes quando se fala em arte. Nas quatro edições que ficou no ar, o concurso contou sempre com a participação de crianças, inclusive, na segunda edição, tendo uma menina (Júlia Gomes) de 8 anos como vencedora.  
A Rede Globo também tem revelado grandes na área do dramatismo mirim. Nos últimos tempos, quase todas as novelas da emissora têm contado com crianças de diferentes idades. 
De maneira geral, escolas também tem abraçado o projeto de gerar pequenos talentos. É difícil encontrar uma escola particular atualmente sem oficinas que propiciem a criança desenvolver habilidades extra-curriculares. Anos atrás o Ministério da Educação determinou a obrigatoriedade da disciplina Música nas escolas brasileiras, hoje, todas já dispõem de conteúdo relacionado a esta área. Algumas vão até mais longe, fornecendo aulas de artes específicas aos alunos interessados. O problema é que os talentos revelados em escolas têm grande dificuldade de se difundir pelo mundo, diferentemente daqueles apresentados em programas de calouros.
Abordo agora um tema polêmico quando se fala em superdotação artística.
É comum em todas as crianças o fato de se assemelharem nas necessidades e nos costumes, mantendo uma maturidade relativamente baixa, com grande dependência familiar. Nada existe de diferente nesta criança. Seria então a família a principal responsável da superdotação artística?
A infância é uma fase de fácil manipulação psicológica por parte dos adultos. É uma fase de formação, no qual o indivíduo acumula bagagens e cultura para o resto da vida. É a construção íntima da personalidade. Partindo deste ponto, a família desempenha fundamental papel na superdotação artística, principalmente, quando o talento se manifesta a um nível social mais amplo.
O apoio familiar pode determinar ou não o nascimento de um grande artista. Avalio que o apoio dos pais a partir do instante em que a criança começa a manifestar apreço por uma arte gera vontade de aprender e de crescer, a fim de dar orgulho a família e conquistar admiração. É a partir daí que se desenvolve o talento infantil artístico.
Caso a família não dê apoio a criança, o artista que poderia vir a nascer morre. Na infância, o indivíduo não tem maturidade e capacidade própria para seguir os seus próprios caminhos sem depender dos pais. A criança, caso lhe falte apoio, tende a esquecer a arte que gosta e buscar outros caminhos na vida, podendo futuramente, se tornar um adulto frustrado sem compreender os motivos.
Que fique claro: a família é a base do desenvolvimento artístico de uma criança. Existem, porém, exceções raríssimas, mas que devem ser consideradas. Mas, na grande maioria das vezes, o estágio é este: o apoio familiar é a base do desenvolvimento artístico durante a infância.
A superdotação artística se baseia principalmente em dois pontos: o apoio familiar, já dito acima e uma condição financeira favorável.
Falo então de condição financeira favorável por ver que o desenvolvimento do talento artístico para a sociedade em geral se dá, em um dos motivos, pela condição financeira de que é dotado os pais. Com dinheiro, o investimento no talento da criança pode ser maciço, contribuindo para aumentar em graus maiores a habilidade que alí cresce.
No entanto, tais pilares devem ser medidos de forma a agradar a criança, pois não devemos nos esquecer que esta, a criança é a chave da superdotação artística. O apoio familiar e a condição financeira são pilares, mas o talento que se manifestará é o da criança.
Apoio exagerado por parte da família gera pressão. Esta pressão pode desestimular a criança a seguir tal arte. 
Deve-se então encontrar uma forma de aliar as bases do desenvolvimento artístico com o gosto individual da criança. Este último item é fundamental. O pequeno precisa de se satisfazer praticando a arte. Esta satisfação pode ser modelada a partir do apoio dos pais e das condições que estes darão ao desenvolvimento da criança.
Procurando entender o que se passa no íntimo da criança, podemos concluir que este deseja, em grande parte das ocasiões, ser elogiado. O apoio estimula o indivíduo a seguir em frente e conseguir cada vez mais elogios. É a busca por ser melhor no que faz. 

Conclusão: O apoio familiar é a principal base para o desenvolvimento artístico na criança. O incentivo gera apreço ao indivíduo que, na fase da infância, se encontra a mercê do que o cerca, adquirindo futuramente, maturidade maior para avaliar o que deseja. O que deve sempre ser respeitado é o direito da criança de ser criança.

Romes Sousa