terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Preserve a vida!

A questão da preservação ambiental é realmente muito séria. Não é de hoje que falamos cada vez mais que devemos cuidar de nossas matas, de nossos animais. Pena que existem certas pessoas que parecem não considerar isso em suas cotidianas.
O Brasil é um dos países que mais tem área de exploração para a indústria biológica no e ambiental de todo o mundo. Temos duas florestas grandiosas e riquíssimas em área verde. Temos grandes patrimônios naturais que, certamente, poderiam estimular diversas áreas como o turismo ecológico, as pesquisas de campo, etc, o que certamente, poderia dar um grande dinheiro ao Brasil.
Porém, nem tudo é lindo o quanto parece. Embora o Brasil tenha toda esta área verde, ainda existem certos "animais" que procuram pensar mais no lucro com mercados muitas vezes saturados e incorretos do que investir numa qualificação suficiente para a exploração correta de nossas riquezas. 
Este grupo representa pessoas incapazes de pensar e de renovar, sangessugas que simplesmente adotam ideias arcáicas e fazem de conta que o dinheiro é mais importante que a vida. Isso, isso mesmo que você acabou de ler. O que ocorre é que se não entendermos que antes de pensar em correntes filosóficas nós devemos pensar no ambiente que estamos, no ar que respiramos, na comida que comemos, nós jamais sairemos do lugar. É este capitalismo irracional que transforma o Brasil em todo o marasmo que é hoje.
E é contra esta velha filosofia e a favor de uma nova forma de raciocínio que vê que A VIDA é o nosso maior tesouro, que convido todos a assinarem a petição que prevê Desmatamento Zero para todas as florestas brasileiras. 
Clique aqui e faça parte deste movimento. Sou filiado a Greenpeace com muito orgulho, faço ciberativismo e divulgação e convido você também a assinar o documento que clama aos governantes que mantenham as florestas intactas pelo resto da humanidade.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Psicopatogias, superdotação, diagnósticos prévios e problemas futuros: Qual a relação?

Muitos gostam de fazer relações entre genialidade e psicopatologias (popularmente falando, num sentido de loucura). Mas, haveria algum motivo que justificasse tal relação quando o assunto é Psicologia Infantil?
Inicialmente, analisaremos algumas visões sobre genialidade e loucura. Alguns defendem a ideia de que o aparente excesso de informações gera uma possível confusão mental, ocasionando em problemas psiquiátricos. Neste pensamento torna-se comum a frase "Conhecimento em excesso gera loucura". Analisando de uma forma mais científica notamos que não é bem isso que acontece. Outros já preferem dizer que um dos preços do vasto e profundo conhecimento sobre algo é um desgaste nas relações emocionais, um sobrecarrego psicológico podendo provocar distúrbios psíquicos, entre os problemas, a tão demida depressão.
Admitindo a tese acima, notamos que numa grande quantidade de casos de superdotação, o superdotado sofre com problemas emocionais, cognitivos, etc. O Autismo e a Hiperatividade são exemplos de problemas que infelizmente ainda hoje são confundidos para diagnóstico de superdotação. A real incompreensão de habilidades gera este tipo de problema. Aquele problema que tantos argumentam dos autistas de ficarem "no mundo da lua", não se centrarem em nada é algo ruim para o convívio com uma sociedade que prega um contato mais próximo. Porém, não esqueçamos que a condição de uma criança simular mundos mentais é a demonstração de uma criatividade pavorosa.
Outro grupo de dotados de altas habilidades é marcado pela não expressão dos dons. Enquanto os superdotados espetaculosos desejam mostrar a todo custo seus potenciais, existe um conjunto de indivíduos que prefere se retrair do convívio geral, quer que o outro perceba o grande pensador que existe por trás de uma criança retraída. Logo uma família desajustada pode afirmar que o filho é anti-social. Este rótulo previamente exposto é altamente prejudicial para o bom desenvolvimento mental do indivíduo posteriormente. O sobrecarrego de potenciais e a incompreensão dos mais próximos é motivo para o nascimento de síndromes psíquicas que querendo ou não poderão prejudicar o superdotado na fase adulta.
No grupo acima podemos observar que algumas crianças se abrem muito facilmente com qualquer um que lhe passe a mínima confiança possível. Outros já buscam além da confiança algo que o ouvinte carregue. Exemplo: um superdotado intelectual, fechado, que raramente conversa pode buscar no locutor características como: habilidades para algo, boa conversa, etc. Praticamente todos os superdotados tem uma característica muito marcante que é a capacidade extrema de observação e por isso acabam por carregar sentimentos muito enfraquecidos, chateamentos com facilidade, relações que se rompem sem a mínima dificuldade e outros fatos que desencadeias problemas de socialização tão comuns nas clínicas de psicologia infantil atualmente.
E é deste contraste grupal no meio dos superdotados que vem a aparente dificuldade em lidar com crianças que apresentam altas habilidades. É preciso ter a percepção que aquela criança que atrapalha a aula frequentemente, que não consegue se centrar em algo pode ser muitas vezes um talento intelectual ou artístico imenso. É preciso bem analisar cada caso e não cometer preconceitos ou avaliações prévias. Raramente um psicólogo chegará para uma mãe para dizer: seu filho é superdotado. E é por isso que antes de qualquer classificação no que se diz respeito a psique de cada um é muito importante avaliar diversos fatores.
A mágica da Psicologia Infantil está em compreender os dramas de cada criança, encontrar as raízes das perturbações, achar o porquê de um problema. É importante ter um olhar clínico para desbravar a mente humana, um universo próprio de cada ser, constituido de grandes mistérios e questionamentos cuja resolução pouca gente sabe onde encontrar.
Postagem retirada do blog "Gênios Mirins - Psicologia da Superdotação e Genialidade Infantil", deste mesmo autor. (http://geniosmirins.blogspot.com)
Romes Sousa

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Análise Crítica de "A Cabana"

DADOS:

Obra: A Cabana (The Shack)
Autor: William Paul Young
Ano de lançamento: 2007
Editora: Sextante

ANÁLISE CRÍTICA:

Uma história inicialmente comovente, mas que rapidamente se transforma em um mar de embromações. Esta é a síntese inicial da obra "A Cabana".
O livro conta a história de Mack, um pai que ao ir para um passeio com os filhos, perde sua filha mais nova, Melissa (Missy), e logo em seguida algumas evidências apontam para um assassinato brutal da garota dentro de uma velha cabana.
Após alguns anos de sofrimento, Mack recebe uma carta assinada de "Papai", nome pelo qual sua esposa chamava Deus, pedindo que ele volte a mesma cabana onde sua filha havia sido morta.
Com muito medo do que pode acontecer, Mackenzie volta ao lugar e numa situação extremamente fantasiosa (não tenho nada contra), entra num mundo quase extra-dimensional e passa a ter contato com três criaturas estranhas. Uma negra, que se nomeia Deus, um árabe, que se diz Jesus e uma oriental, que se denomina Espírito Santo, embora na obra tenham nomes diferentes.
É neste instante em que William Young joga tudo o que antes havia sido contruído no lixo. A partir daí, Mack passa a conversar com as criaturas que encontrou na Cabana sobre diversos assuntos da vida, passa duzentas páginas numa enrolação que não adiantou absolutamente nada.
Resultado: A obra não convence, o consolo esperado pela morte da filha não vem, fica tudo em um empasse cansativo e a partir do momento em que Mack volta a cabana, a história morre, o clima de narração antes criado acaba, a realidade anterior some.
A história inicial é boa e comovente, mas o final também te faz chorar de arrependimento de ter lido o livro. Alguns dizem que o livro não tem cunho religioso, eu discordo. Em várias passagens da obra é citado o nome de objetos religiosos, como escola dominical, bíblia, etc.
É um bom livro para aqueles que não gostam de emoção, mas fraquíssimo para quem lê em busca de aventuras. E, sem querer fazer comparação religiosa, existem muitas outras obras de vertente espiritualista que consolam muito mais do que esta. Uma dica para quem quiser escrever um romance parecido: coloca o Mack, ou seu personagem principal em contato com a filha, numa forma de anjo. Aprofunde no contexto sobrenatural, a literatura permite isso e o contexto da história também. Não se prenda em três criaturas sem sentido. Vá fundo. A presença de Missy na história seria muito mais consoladora do que os personagens da cabana. Não digo para excluí-los, mas coloque também a Missy, ficaria melhor.
Concluindo, o livro enrola o leitor, prende numa situação extremamente chateante. Por favor, se quiser comprar livros espiritualistas de caráter "A Cabana", compre outros.
A qualidade de conteúdo é outra, o consolo também (claro, dependendo da obra).

- Obs.: Não tenho nada contra o autor, que é (ou foi) bom em algumas partes da história. Não gostei do andamento da obra, mas em termos de recursos narrativos, não tenho nada do que me queixar.

Romes Sousa

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Exibição e análise crítica do poema "Trindade", de Álvares de Azevedo

EXIBIÇÃO DA OBRA

Poema: Trindade
Autor: Manoel Antônio Álvares de Azevedo (12/09/1931 - 25/04/1852)

A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
Onde só abrem duas flores puras
Poesia e amor...


E a mulher... é a nota suspirosa
Que treme d’alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!


A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura...


Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue...
E morrer de ternura!


Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/alvares-de-azevedo/trindade.php#ixzz1z8RxajzC

ANÁLISE CRÍTICA

O poema “Trindade”, de Álvares de Azevedo leva o leitor à reflexão sobre alguns dos dogmas da existência humana, a vida, a mulher, a poesia e o amor.

Logo na primeira estrofe, o poeta deixa uma visão um tanto quanto pessimista com relação à vida, o que fica muito claro no segundo verso: “Cheia d´espinhos, negra de amarguras”. A idealização completa a primeira estrofe. Idealização esta as “flores puras da vida”, a poesia e o amor.

A mulher é tema principal da estrofe seguinte, comparada inclusive, a uma fada que leva ao homem a um estado quase que sobrenatural, irreal, descrito como “além da vida”. A clareza da estrofe fica perceptível ao se analisar a história de Álvares e o contexto histórico da segunda geração romântica, a que pertenceu e se consagrou. Sabe-se que Azevedo adorava escrever e suas poesias demonstravam ares de insatisfação com a vida, tristeza profunda, depressão explícita, desejo da morte. E um dos motivos apontados por muitos para tais vontades estava no fato de não ter um amor correspondido, amar e não ser amado.
A lástima é deixada de lado na terceira estrofe. As “flores puras da vida” tão exaltadas no início se tornam destaque. A poesia é aclamada a luz da mocidade, fato que se explica pelo contexto da época, onde havia certo predomínio da escrita por jovens. Sabe-se que a exemplo de Álvares, outros poetas do ultrarromantismo morreram em tenra idade, vitimados, na maioria das vezes, da tuberculose.
 Ainda falando da terceira estrofe, percebe-se exaltação ao amor. O sentimento é elevado a um estágio de glorificação onde se torna sinônimo de felicidade extrema, estado honroso para o espírito de um ser humano, tendo na descrição algo meramente abstrato que pouco se pode comentar.
A exibição de uma vontade desumana de voltar aos belos sonhos de amor e saudade são marcas da quarta e última estrofe do poema. Álvares volta a clamar pelo amor, a exaltar as belezas da vida. A fim de representar as invocações que faz ao passado, o poeta usa artifícios de narração que abrilhantaram ainda mais sua obra: “Quero ainda sentir arder-me o sangue, / Os olhos turvos, o meu peito langue, / E morrer de ternura!”
Notamos que especificamente neste poema, Azevedo leva o leitor a passear pelo seu mundo, expondo em algumas ocasiões, as angústias de amores, porém que em nada abalaram sua paixão pelas mulheres, mostrando o amor do leitor pela poesia e idolatria pelo amor. Este é um poema que, diferente de outros não traz um sentido tão forte do desejo de morte, característica que marcou o autor, mas sim, expõe preciosidades de um rico pensamento filosófico.
Romes Sousa

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Álvares de Azevedo: A mente preciosa que desejava morrer

Escrever sobre Álvares de Azevedo é falar não apenas de um grande escritor, de um marco para o Romantismo brasileiro, mas sim de um literato eterno que cresceu um sentimento jamais visto em outros períodos da humanidade.
O desejo de morrer é fator claro e marcante deste escritor, que tão cedo se vê com tantas decepções na vida cotidiana, a falta de um verdadeiro romance, os amores não correspondidos. Logo Azevedo se tornou presa fácil para uma profunda depressão. Depressão ao menos a nível mental, expressa em riquíssimos poemas.
Para Álvares, a literatura foi ombro para chorar, psicólogo íntimo e pessoal, que satisfazia seus desejos e expressava toda sua dor, toda a sua aparentemente estranha vontade de morrer para fugir do desdenho da exclusão e desilusão amorosa.
Para um gênio como Álvares de Azevedo todo comentário é pouco. A história fala por si só, ou melhor dizendo, os poemas ganham voz e nos levam ao encontro de uma das mentes mais preciosas da humanidade.

Embarque conosco nesta incrível viagem pela análise de alguns poemas de um dos maiores romantistas brasileiros.

* Logo postarei a análise de alguns dos poemas de Azevedo.

Romes Sousa

domingo, 24 de junho de 2012

Chuva de talentos mirins no SBT

Uma ideia muito boa da televisão brasileira, especialmente do SBT foi a criação de um concurso que promovesse os talentos mirins brasileiros. Falo especificamente do quadro Jovens Talentos Kids, do Programa Raul Gil que vai ao ar aos sábados, ás 14:00 (horário de Brasília).
Assisti ao programa do dia 23/06/12 e fiquei encantado com a quantidade de crianças e adolescentes talentosos que por lá passaram. Dando uma de crítico musical (eu gosto de fazer isso) vou comentar os astros e estrelas que se apresentaram no sábado.
Falando primeiramente da jovem Bekah Costa, que cantou o sucesso gospel "Cubra-me". Realmente impressionante foi a postura em palco desta jovem, ficou muito bom, devo parabenizá-la, agora, não gostei da música que ela escolheu para cantar visto que não admirei como pretendia a voz da adolescente. Agora, com toda a história de vida e presença de palco não há como não considerar Bekah como uma estrela que por lá passou.
Outra que adorei ver cantar foi Carol Pazó. A jovem cantou "Gypsy" e demonstrou uma belíssima voz com uma excelente presença de palco. Ficou incrível a apresentação, se pudesse avaliar por nota daria dez, uma das mais belas apresentações jovens que já vi. Carol teve a melhor presença de palco da tarde.
Um sucesso oriental que amei ver apresentar foi a pequena Karen Taira. Para mim, a voz mais linda do dia, foi sensacional vê-la cantar "Noraneko Sandogasa". Já é difícil ver uma criança que cante, imagine só ver uma menina de nove anos com uma voz enorme e uma apresentação quase perfeita como foi a de Karen. Não vou dizer perfeita pois concordo com a jurada Mia que, na sua avaliação disse que gostaria de ver a oriental movimentar mais os braços, ter mais presença de palco. Por fim, digo que achei muito, muito bom mesmo, ficou realmente ótima a apresentação da nipônica.
Um timbre belíssimo quem tem é Victor Toledo, que apresentou "Deus, tu és santo". A voz do garoto é sensacional para uma altura média e tem um grave muito bonito. Não gostei muito foi das elevações de voz que ele insistiu a fazer durante a música. Poderia ter se poupado disso. Como Régis Tadeu bem disse, acho que por querer expor sua voz acabou por não moderar os ápices musicais. 
Falar de Bryan Santos (cantou "Quem tem sorte é sortero") é falar de extremos opostos. O carisma é notável, não há o que dizer quanto a isso, agora, com relação á voz, eu não gostei. É claro que se deve considerar o estilo da música, entre outras coisas, mas em um balanço geral, ficou devendo. Porém, nada que apague os pontos positivos do garoto, o carisma e a presença de palco que demonstrou.
Michael Jackson esteve presente na apresentação de Patrick Michael, com I´ll be there. O timbre do menino é bom, mas não gostei da música escolhida. Nas partes principais da música a voz faltou, deu para perceber nitidamente um defeito. A pronuncia infelizmente foi um destaque negativo de Patrick. Gostei principalmente da postura de palco e da emoção que impôs a canção.
Falei em geral de todos os candidatos, espero não ter esquecido de nenhum. Para completar, os escolhidos foram: por Régis Tadeu, Carol Bazó, por Mia, Karen Taira, que com apenas uma aprovação na próxima apresentação é semifinalista, por Simoni, Victor Toledo e por Jotta-A, Bekah Costa.
Meu intuito com este post não foi criticar nenhuma apresentação, mas sim elevar os talentos mirins brasileiros. Devemos entender que todos eles ainda estão em processo de aprendizagem, na verdade todos nós estamos. Fiz os elogios e as considerações a fim de tentar melhorar as apresentações destes garotos que são realmente o futuro da música brasileira. Prezo sim que respeitem todos os talentos mirins independente de estilo ou arte, pois eles são os futuros de nossa arte, de nossa cultura. Fico extremamente feliz ao ver crianças fazer apresentações como as que assisti, foi ótimo. Espero poder estar comentando cada vez mais, espero poder postar muito mais conteúdo sobre estas sementes do Brasil que nos dão a real esperança de um futuro melhor. Apoio e seguirei apoiando muito nossos talentos. E só para deixar claro, minhas favoritas foram Carol Pazó e Karen Taira. Parabéns a todos os jovens artistas deste país!

Romes Sousa

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Professores de rede pública, mocinhos ou vilões?

Falar é simples, como é simples. Escrever também é muito simples. Concordar com a ideia de que a educação brasileira anda de mal a pior é comum, é convenção. Pois lhe digo: eu concordo, a educação pública brasileira é péssima, eu concordo, os alunos da rede pública são meras estatísticas. Concordo e para tudo o que disserem de ruim sobre a educação pública no Brasil direi: é verdade!
Que pena não poder dizer isso em mais um texto com fundamentação teórica sem qualquer compromisso com a prática. Que pena praticar. Que pena sentir na pele o que é tentar ajudar um aluno de escola pública.
Sou professor de Informática no Centro Espírita Apóstolo Paulo. Trabalho como voluntário, desta forma, todos os alunos que querem se matricular são aceitos desde que cumpram um requisito básico: saber ler. Logo é ridicularizante deixar vir a sala de aula uma criança de onze anos e eu ter que perguntar: sabe ler? Tenebrosa é a resposta: sei um pouco. 
O mais estranho é você perguntar sobre notas: de 6 para cima. E não para por aí. A criança de que conto a história aqui é educada, longe de qualquer drama pejorativo que predomina na sociedade. Tem respeito e aparenta ter responsabilidade. É uma boa menina. É uma vítima de nosso sistema educacional pois é só perguntar quanto é 3+1 para se deparar com minutos de pensamento e analogias do tipo: "tinha três pirulitos, se ganhar mais um ficarei com quatro". A menina cursa quarto ano e nunca foi reprovada. Se quer tirou uma nota menor que seis. Por respeito, não compararei o seu intelecto com uma aluna mediana de rede particular. Logo confirma-se o acerto da estudante. Logo confirma-se o erro dos governantes e de professores da rede pública.
Eu não vou ser hipócrita aqui de dizer em cunho generalizado "A culpa pelo desastre educacional brasileiro é  o governo que não investe em bons salários e boas escolas". Saiba que existem na rede pública péssimos profissionais de educação que odeiam a profissão. 
Uma coisa que pude concluir após um ano lecionando informática como voluntário é: se o professor quiser, ensina em qualquer situação. Já lecionei sem quadro. Meus alunos aprenderam. Já lecionei sem a mínima estrutura física. Eles aprenderam não porque sou bom, mas porque quiseram aprender e porque eu soube fundamentar a educação que para eles passava. Logo conclui-se que este papo de que educação é péssima apenas por conta de governo é mentira (em partes, claro). 
Na rede pública não há fiscalização fervorosa de quem cumpre o papel como deveria ser e de quem faz de conta que ensina. Já ouvi inúmeros relatos como os citados abaixo:

- "O meu professor de ciências passa vinte questões e nós decoramos. Dez estarão na prova."
De uma aluna de informática.

- "Tinha uma professora de biologia que chegava na sala e se sentava. Ela ficava conversando com a aluna da frente. Falava do marido, todo dia arrumava uma confusão. Passava a aula toda sem dar aula e no final passava trabalho, sempre pedia o resumo de um conteúdo." 
De uma amiga.

- "O professor de sociologia não fazia prova escrita, fazia dinâmica. Todo mundo tirava dez. Qualquer resposta ele considerava. Fiquei assustada quando ele saiu e entrou uma professora que dava prova. Quase ninguém conseguiu tirar dez."
De uma amiga.

Vamos aumentar o salário dos professores? Vamos, porque não! São mal remunerados, eu sei! Agora, fiscalizemos também todo o trabalho dos professores, que tal ouvirmos os melhores alunos? Que tal conhecermos a realidade da nossa educação? Que tal avaliarmos nossos potenciais? Que tal criarmos cidadãos?

Pense!

Romes Sousa

sábado, 19 de maio de 2012

A filosofia dos sanguessugas: Como mudar?

Sanguessuga, anelídeo, da classe Hirudinea, hematófago, da ordem snathobdellida. Num princípio biossocial completamente esquisito, sanguessugas povoam e continuam povoando a sociedade humana, estão por todos os lugares, especialmente nas periferias, formados em escola!
Quando digo sanguessuga nesta postagem, faço analogia com todos aqueles que não pensam, que copiam pensamentos. Para melhor dizer, falo dos milhões de cidadãos brasileiros que não conseguem desenvolver uma crítica própria e saudável em princípios intelectuais sobre o que o cerca. Pelo contrário, "sugam" ideais, filosofias de vida, comportamentos de figuras participantes na vida social.
Normalmente, os sanguessugas levam muito ao pé da letra a ideia de que o homem é produto da sociedade. São extremamente "manipuláveis", dentro de uma perspectiva padrão de entendimento humano. São objetos.
A formação de uma população humana de sanguessugas começa nos colégios, em especial, aqueles financiados pelo governo, no qual, não há interesse em se desenvolver o pensamento, mas, pelo contrário, o interesse é exclusivo em seguir formando cada vez mais "psicofagos" que de nada formulam ideias, mas sim, as copiam.
Existem profissionais de educação fraquíssimos na criação de ideias pois foram também criados para ser sanguessuga. A ideologia desta subespécie humana é basicamente a seguinte: Ir para o colégio, concluir o ensino médio, arrumar um emprego qualquer, quem sabe ser atendente de supermercado, porteiro, lixeiro, ou qualquer outro cargo menos favorecido no Brasil atual (com respeito a tais profissões). Esta foi a sua função primária. Logo em seguida, deve servir se, já falamos em caráter biológico, como uma microvesícula intestinal, ou seja, com papel de absorção, mas neste caso, tenderá a absorver todos os costumes pejorativos do povo brasileiro, como por exemplo, diz na maioria das vezes: "todo político é ladrão". Esta é uma frase clássica dos sanguessugas. 
O conceito de que todo político é ladrão é baseada numa ideia hiperônima (generalizada), que é produto dos acontecimentos sociais que nos cercam. Exemplo: é comum noticiar quase que todo dia na televisão a abertura de um inquérito para investigar um determinado político suspeito de se envolver em algum escândalo. A partir daí, fica claro o fato de que nem todo político tem envolvimento com o delito do colega. Já observou como é comum ouvirmos a frase "todo político é corrupto"? Pois é justamente por esta repetição acentuada de ideais que caracterizo a oração acima como sendo objeto de uma sociedade que copia e não faz. 
Pelo desfalque intelectual em alguns, a capacidade de criticar seriamente fica reduzida, o que aumenta a facilidade de imitar as ideias de outros. E acontece algo pior: muitas vezes o sanguessuga pensa que aquela ideia já tão "batida" num contexto social é sua, se ilude com a própria desgraça. É comum!
Na adolescência os jovens costumam desenvolver a capacidade de criticar o que está a sua volta. Esta crítica é, na grande maioria das vezes, fraca, visto que não tem um fundamento eficaz, porém, este debate com o que o cerca é importantíssimo pois pode resultar num cidadão mais atento e reflexivo.
Nós estamos em um país com ideias pobres ao ponto de vista internacional, temos pensamentos medíocres, temos grandes problemas. Como já disse acima, a escola é uma das principais ferramentas para a construção de sanguessugas ambulantes. Precisamos mudar isso!
Nossos jovens precisam pensar positivamente, precisam refletir e acredite, um dos principais motivos pelo qual escrevo este blog é justamente, criar pensadores, mesmo que você discorde do que escrevo terá de admitir que conseguiu raciocinar o suficiente para ser contrário ao post que leu. Pensar criticamente é aplicar a nossa mente a ideia positivista de Comte, ou seja, dar uma interpretação "científica" a realidade. Não falo científica no intuito de querer fazer você mudar alguma crença, algo que concorde, mas quero que observe algo na televisão ou aonde for, e pense por si próprio, não espere alguém chegar em você e dizer: "Viu aquela notícia? Nossa, como esses drogados mereciam morrer". Reflita. Num sistema sanguessuga sempre existirá o propagador de ideias e os copiadores. Mais uma vez alerto: não falo que é errado pertencer a algum grupo filosófico que pense de uma forma, cada um tem liberdade de escolher, mas crie o hábito de olhar o seu redor e dizer: "isto é certo por estes motivos ou isto é errado por tais motivos". Pense no que possa contrariar suas ideias e reflita se sua opinião é a correta.
Se não precisava de ler o parágrafo acima, fico feliz. Se precisava, fico mais feliz ainda pois ajudei a alertar alguém. 

Romes Sousa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Parapsicologia: Inexistência do sobrenatural e filosofia da incompreensão

Sejam as ciências naturais frutos da própria observação da natureza, há de se concordar que tais conhecimentos estão sempre em constante evolução.
Ciência não é uma coisa fechada, um enquadramento de fatos, imposições e delegações, é, por outro lado, a filosofia do entendimento do mundo. Conforme novas pesquisas vão surgindo, fica evidente o fato de estar o conhecimento sempre evoluindo na compreensão da natureza.
Tudo o que conhecemos, e tudo o que não conhecemos é produto participante e irretocável da natureza, seja esta modificada ou não. Embora muitos pensem desta maneira, natural não é somente algo relacionado ao meio ambiente, á princípios biológicos, natural é muito mais do que isso, é todo o meio, todo o conhecer e, como já disse, até mesmo o não conhecer do homem.
Conforme se aprofunda no conhecimento do meio que o cerca, tende o homem a melhor compreender as leis naturais e suas aplicações. Foi assim durante toda a história, porém, quando aprofundamos em conhecimentos de uma ciência específica, notamos que muitas leis se aplicam em um caso, mas não se aplicam em outros. Exemplos clássicos são algumas leis da Mecânica Clássica que de nada servem para o mundo quântico.
Onde quero chegar com tais reflexões? Com as conclusões pessoais de que a ciência é um complexo ainda muito aberto. A natureza é incompreendida! A natureza é tudo o que nos cerca, natural ou artificial! Desta forma, conclui-se ser impossível a existência de algo sobrenatural ou paranormal. Não existe, por então uma sobre natureza, uma para natureza, algo que vá além da natureza. Seja o que for, qualquer que seja o fenômeno, por mais estranho que pareça, deve, por raciocínio próprio, pertencer a natureza.
Embora já conhecemos muitas leis naturais, é evidente existir um campo em aberto. Deste modo, embora existam fenômenos que fugam a compreensão das ciências naturais, visto que não se enquadram em suas leis, nada possibilita a afirmação: tal acontecimento é falso. Não cabe a nenhum cientista dizer isso.
O que existe não é o sobrenatural, uma natureza "estranha", mas sim, leis naturais incompreendidas. Esta é a verdade. Afirmações certas atualmente serão mito daqui alguns anos. A teoria do flogístico por exemplo, foi ativa por muito tempo como lei científica e só caiu com Lavoisier.
O que ocorre atualmente é que a ciência tem muito medo de evoluir, tem medo de se despregar do sustento! Já disse isso em outros posts: a Física se apoia a Newton, para os conservadores, tudo se resume em teoria newtoniana. Basta pensar para deduzir que nem tudo foi desvendado por Newton. Existem coisas que apenas com a marcha contínua da ciência conseguiremos saber.
Na parapsicologia trabalhamos com os fenômenos de PK (Psi-Kappa), ou PC (Psicocinesia), também conhecido com outros nomes, mas que interferem a interferência da mente sobre a matéria. Hoje, para a ciência moderna, isso é impossível. Ou seja, foge da natureza conhecida, foge das leis que conhecemos. Como diria Shakespeare, "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia pode imaginar".
Não afirmo que existem fenômenos anômalos, (visto que prefiro mil vezes utilizar este termo para tratar de Parapsicologia do que denominar algo de "paranormal"), não sei, talvez existam. Não crio teorias pré-concebidas sobre nada, a minha Parapsicologia é científica e evolui com a ciência. O que deixo claro é: A ciência é a luz que desmascara os mistérios do conhecimento humano. Conhecer a natureza é encantador, seja por qual ciência for, o difícil é fazer o que fez Sócrates, reconhecer, embora a nossa vaidade não permita, que nada sabemos e estamos longe de conhecer até mesmo o que nos envolve.

Fica o recado, conclusões, que cada um tire as suas. Pense, reflita, inove! Afinal, o erro é ferramenta do acerto!

Romes Sousa

domingo, 13 de maio de 2012

A triste história de uma brasileira de verdade

A história que contarei é real, no entanto, emitirei os nomes dos envolvidos. 
Hoje ouvia a conversa e um dos envolvidos relatou a história de uma colega de trabalho. Era uma professora de educação infantil. Uma educadora experiente, graduada em Pedagogia, pós graduada em Psicopedagogia e uma das coordenadoras de uma escola pública em Goiânia, Goiás.
Segundo relatos, uma das maiores esperanças desta professora era, como não poderia deixar de ser, de criar um país melhor, um pais diferente, onde já não mais prosperasse os rumos que tomamos atualmente. 
Ao passar em um concurso para lecionar pela prefeitura de Goiânia, a protagonista logo assumiu a coordenação, mantendo o mesmo sonho. Logo em seguida se deparou com uma realidade completamente contrária aos seus ideais.
Eram profissionais desinteressados. Sim, não parece novo encontrar maus profissionais em diversas áreas, e agora, novamente, na educação. Neste colégio, como em muitos outros, eram poucos que trabalhavam e muitos que enrolavam. 
A sonhadora acabou por ser contaminada. Seus sonhos logo se perderam, conseguiram... Mórbidos lixos da educação, mais uma esperança jogada ao vento. A coordenadora, já desanimada com a realidade que se encontrava decidiu abandonar o cargo. Preferiu uma sala de aula.
Os relatos são ainda mais vergonhosos. São professores que não vão para a sala no horário, não cumprem a função a que formaram. Não lecionam. Nada fazem, ou melhor, me engano: Pedem resumos de capítulos, nada explicam. Pegam um conteúdo e dizem: Tirem xerox e para cada aluno que assim fizer, darei 3,0 na prova. Ou então passam 20 questões, 10 cairão na avaliação. 
"Professor não é "dador" de aulas, é educador", assim diz um mestre que tenho. Um professor de verdade não é aquele que simplesmente fala, fala e fala, mas sim que modifica em alguma coisa o meio em que vive, um profissional que cria ideias, cria futuros.
Sem professor não temos doutores, engenheiros, odontólogos, psicólogos ou qualquer outra profissão. Sem professor não temos cidadãos. 
Desde o início da humanidade nota-se a organização da passagem de ensinos. Um  ensina para o outro, o outro ensina para o próximo e assim por diante. É uma corrente de reflexão, uma corrente de bons modos, uma corrente de informação.
Rejeito a ideia de que o professor deveria ser o profissional mais bem remunerado, se assim fosse teríamos muito mais fracassos na educação. De 100 profissionais 5 prestariam e o porque? Pelo simples fato de que tudo em nosso mundo está intimamente ligado no dinheiro. É ele que importa. O professor deve lecionar por vocação, por missão. por vontade de mudar a sociedade. Este deve ser seu papel. Aceito sim o fato de que o educador deveria ter pelo menos uma remuneração mensal de R$ 4.000,00. 

Pense... reflita... Logo voltaremos a essa discussão.

Romes Sousa

terça-feira, 1 de maio de 2012

Superdotação: Comportamento

Em diversas postagens anteriores venho tratando de um tema instigante e relevante, a superdotação. Hoje retomo o debate falando do comportamento desempenhado por estes jovens considerados superdotados. 
Como já havia dito, deve-se cortar a antiga ideia de que superdotados são gênios que de tudo sabem. Pelo contrário, superdotadas são as crianças que apresentam habilidades especiais para uma determinada área.
A sociedade em geral tem mania de mascarar o que é estranho, criar métodos baseados em sintomas e comportamentos para definir as diferenças. Com os superdotados não é diferente. Muitos dizem: superdotados são isolados, não possuem comportamentos sociais... Mas será que é verdade?
Da mesma forma com que cada ser humano é único em personalidade, com os superdotados não é diferente. O comportamento destes varia, é obvio, com a personalidade e com os fatores sociais que o cerca. Esta personalidade a que tanto me refiro é fator primário para a criação de gostos e perspectivas que resultarão no estágio de evolução comportamental do indivíduo.
O comportamento do superdotado é baseado em diretrizes como "devo ser notado", "devo esperar que os outros me notem e concluam o meu potencial", "todos devem me notar, estou aqui para isso", entre outros.
Quando se baseia no comportamento "devo ser notado", levo todos a reflexão de que esta criança busca métodos comuns, sem se basear na graça ou violência para ser notado. Busca aparecer, embora não saiba muito bem como fará isso, quer ser notado pois é diferente.
Já quando se fala do comportamento "devo esperar que os outros me notem e concluam meu potencial", o superdotado, da mesma forma do primeiro caso, busca evidenciar sua diferença, mas não se sociabiliza, deixa que os note por ser diferente, é isolado, sem contato social. Na grande maioria das vezes, carrega um mundo muito encantador de ideias e expectativas prontas para ser jogadas ao mundo, mas a sociedade não lhe permite tal, por isso se isola. Estes são extremamente inteligentes, possuem, na grande maioria das vezes, filosofia de vida própria, inerente a da família, tem tendência a criar inúmeros fatores de análise social, nem todos servem como amigo, mas todos conseguem um superficial contato. Como disse, superficial, visto que é isolado, mas não é bobo, sabe se mostrar nos momentos necessários. Se expõe em alguns momentos e rejeita, na grande maioria das vezes, alguns comportamentos sociais, pois estes, aos seus olhos são considerados absurdos. São socialmente "estranhos" e concluo dizendo a este grupo que são célebres, se conseguíssemos aproveitar a inteligência que lhes é pertencente poderíamos já ter avançado em inúmeros campos.
Já o terceiro grupo a que aqui me referi, "todos devem me notar, estou aqui para isso", pode ser carregado por todas aquelas crianças com inteligência fora do comum mas que utilizam fatores sociais para se mostrar. Alguns são exímios comediantes, vivem fazendo graça, querem ser vistos, outros são violentos, agem agressivamente com colegas pelo mesmo motivo, querem ser notados. São excelentes alunos, mas com comportamentos abusivos, o seu interior grita: "Eu quero ser visto, aproveitem os meus talentos".
Na verdade é isso o que todos, ou a maioria dos superdotados desejam, ser aproveitados, cabe a nós analisar a melhor maneira para tal.
Considere que estes grupos a que apresentei não são fechados, existem outros, inúmeros, quem me dera poder classificar todos os comportamentos de um grupo social, principalmente dos superdotados!
Fica a mensagem: cada criança com dons especiais tende a desenvolver um comportamento modelado por diversos fatores. O modo de agir é característica da personalidade, cabe a todos saber modelar o íntimo do indivíduo para que o nosso futuro prospere com grandes no comando. Esta é a nova geração! O futuro é relativo, meu caro!

Romes Sousa

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aprovação do novo código florestal: Bom pra quem?


A aprovação pelos deputados do conjunto de leis que regulamentam Novo Código Florestal foi aprovada recentemente e está a um passo de jogar fora uma das maiores riquezas brasileiras.
No código, fica previsto uma menor área de preservação ambiental a beira de rios e nascentes, entre outras coisas.
Para ser definitivamente aprovado, o projeto precisa apenas da assinatura da presidente Dilma Rousseff. 
A partir de um pequeno conhecimento das leis que regulamentam o código, fica claro que este nada adiantará ou contribuirá para a evolução social e econômica do povo brasileiro, pelo contrário, contribuirá ainda mais para o desmatamento e extinção de espécies.
O Brasil é um país que tem (ou teria) tudo, absolutamente tudo para se tornar a maior potência em Biodiversidade do mundo, fatores como clima, localização geográfica e distribuição de áreas verdes contribuem para tal. Nosso país carrega em si a maior área da floresta Amazônica, contanto com espécies ainda desconhecidas e com um vastíssimo campo de pesquisas biológicas e farmacêuticas.
Fora dos princípios vitais das florestas podemos citar, entre outras coisas, o fato de que o Brasil e dono de uma desigualdade social fortíssima, que acaba por fugir dos padrões da normalidade. A "riqueza" do Sudeste é contraste com a extrema pobreza nas regiões Norte e Nordeste. Não seria melhor se ao invés dos queridos governantes buscarem destruir o patrimônio verde do Brasil, investissem realmente nesta nação? Não preciso pensar e já dizer inúmeros problemas presentes na nossa sociedade: educação, saúde, falta de valorização do professor, segurança, transportes públicos, etc.
Com tais considerações até um cego enxerga que nada beneficiará este novo código a não ser aos ricos proprietários de terra e advinha quem são eles: os políticos que aprovaram o código florestal! Muitos alegam: este novo código trará maior potencial a industria brasileira. E quantos bilhões serão perdidos com os desastres a nossa biodiversidade? E quantos problemas internos nós temos para resolver e os senhores preocupados com indústria? E quantas espécies serão extintas? 
Sinceramente, acho que estas perguntas ficarão sem resposta. São demais para o cérebro de nossos governantes. Que cada um pense o que queira, mas nas redes sociais, um fato evidente é: os ambientalistas são contra, o povo é contra! Ninguém quer este novo código florestal.

VETA DILMA!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ecologia Comportamental: Cantar dos pássaros

Para os moradores de cidades pequenas ou afastadas  pode se tornar costume o fato de se acordar bem cedinho e ficar admirando o cantar dos pássaros.
Alguns leigos acreditam que o canto se dá pela felicidade presente na ave. Porém, a Ornitologia e a Etologia contradizem esta opinião.
O canto dos pássaros, ao interpretados de maneira científica, são muito mais do que meros sons produzidos para alegrar o ambiente e representar o estado de espírito do pássaro.
Ao cantarolar, a ave consome seu tempo e energia, que poderiam estar sendo utilizados para diversas outras coisas. O canto é, então, mais um vocabulário destas belas criaturas, que são as aves.
Basicamente, os sons emitidos podem ser classificados em duas formas: a de canto, muito relacionado a defesa do local onde se habita e a conquista de parceiro para acasalamento. Uma outra função é o chamado, que auxilia na distribuição de outros tipos de informações, como, por exemplo, pode servir como uma potente sirene que alerta parceiros de espécie sobre a chegada de algum predador.  
Os cantos são sons mais agradáveis ao ouvido humano, visto que tendem a manter um ritmo, são, muitas das vezes, emitidos por machos e suas notas estão agrupadas de maneira embaralhada e entrelaçada, embelezando ainda mais a natureza que nos cerca.
Já os chamados são sons que não agradam muito ao ouvido humano, visto que tendem a apresentar tonalidade muito alta e ritmos não tão organizados. São formados por curtas e barulhentas notas. 
Os sons são potentes meios de comunicação utilizados pelas aves, servindo de auxílio á pesquisadores na identificação de espécies. Podem transmitir inúmeros papéis biológicos, que variam conforme o costume da espécie envolvida. Clima e condições ambientais determinam o papel direcionado ao som destes animais.
Desta forma, fique esperto e atento ao observar, ou melhor, ouvir o canto de uma ave. Lembre-se que este é o meio de comunicação que estas lindas espécies utilizam. Quem sabe um dia o homem conseguirá desvendar os mistérios da comunicação dos animais?! Até lá, cabe a nós observar as maravilhas do mundo vivo!

Romes Sousa
http://desventurasdebiologia.blogspot.com

domingo, 1 de abril de 2012

Superdotação Artística: Influência familiar ou capacidades especiais?

Em posts anteriores, abordei tópicos do tema superdotação. Hoje dissertarei sobre um tipo influente, não tão raro, mas com grande repercussão social.
A superdotação artística é marcada por um talento especial da criança pela arte, seja esta cênica, plástica, literária, dramática ou musical.
Notamos inúmeros exemplos de crianças que fazem sucesso em programas de calouros e se revelam para o mundo como grandes talentos em suas áreas.
Um fato novo ao falar dos artistas mirins é o fato de que atualmente, o número de crianças com pré-disposição para a arte tem crescido assustadoramente.  O Reality Show "Qual é o seu talento?", do SBT foi ponte para o sucesso de inúmeros pequenos artistas. O programa, já encerrado, revelou inúmeras crianças com talentos exorbitantes quando se fala em arte. Nas quatro edições que ficou no ar, o concurso contou sempre com a participação de crianças, inclusive, na segunda edição, tendo uma menina (Júlia Gomes) de 8 anos como vencedora.  
A Rede Globo também tem revelado grandes na área do dramatismo mirim. Nos últimos tempos, quase todas as novelas da emissora têm contado com crianças de diferentes idades. 
De maneira geral, escolas também tem abraçado o projeto de gerar pequenos talentos. É difícil encontrar uma escola particular atualmente sem oficinas que propiciem a criança desenvolver habilidades extra-curriculares. Anos atrás o Ministério da Educação determinou a obrigatoriedade da disciplina Música nas escolas brasileiras, hoje, todas já dispõem de conteúdo relacionado a esta área. Algumas vão até mais longe, fornecendo aulas de artes específicas aos alunos interessados. O problema é que os talentos revelados em escolas têm grande dificuldade de se difundir pelo mundo, diferentemente daqueles apresentados em programas de calouros.
Abordo agora um tema polêmico quando se fala em superdotação artística.
É comum em todas as crianças o fato de se assemelharem nas necessidades e nos costumes, mantendo uma maturidade relativamente baixa, com grande dependência familiar. Nada existe de diferente nesta criança. Seria então a família a principal responsável da superdotação artística?
A infância é uma fase de fácil manipulação psicológica por parte dos adultos. É uma fase de formação, no qual o indivíduo acumula bagagens e cultura para o resto da vida. É a construção íntima da personalidade. Partindo deste ponto, a família desempenha fundamental papel na superdotação artística, principalmente, quando o talento se manifesta a um nível social mais amplo.
O apoio familiar pode determinar ou não o nascimento de um grande artista. Avalio que o apoio dos pais a partir do instante em que a criança começa a manifestar apreço por uma arte gera vontade de aprender e de crescer, a fim de dar orgulho a família e conquistar admiração. É a partir daí que se desenvolve o talento infantil artístico.
Caso a família não dê apoio a criança, o artista que poderia vir a nascer morre. Na infância, o indivíduo não tem maturidade e capacidade própria para seguir os seus próprios caminhos sem depender dos pais. A criança, caso lhe falte apoio, tende a esquecer a arte que gosta e buscar outros caminhos na vida, podendo futuramente, se tornar um adulto frustrado sem compreender os motivos.
Que fique claro: a família é a base do desenvolvimento artístico de uma criança. Existem, porém, exceções raríssimas, mas que devem ser consideradas. Mas, na grande maioria das vezes, o estágio é este: o apoio familiar é a base do desenvolvimento artístico durante a infância.
A superdotação artística se baseia principalmente em dois pontos: o apoio familiar, já dito acima e uma condição financeira favorável.
Falo então de condição financeira favorável por ver que o desenvolvimento do talento artístico para a sociedade em geral se dá, em um dos motivos, pela condição financeira de que é dotado os pais. Com dinheiro, o investimento no talento da criança pode ser maciço, contribuindo para aumentar em graus maiores a habilidade que alí cresce.
No entanto, tais pilares devem ser medidos de forma a agradar a criança, pois não devemos nos esquecer que esta, a criança é a chave da superdotação artística. O apoio familiar e a condição financeira são pilares, mas o talento que se manifestará é o da criança.
Apoio exagerado por parte da família gera pressão. Esta pressão pode desestimular a criança a seguir tal arte. 
Deve-se então encontrar uma forma de aliar as bases do desenvolvimento artístico com o gosto individual da criança. Este último item é fundamental. O pequeno precisa de se satisfazer praticando a arte. Esta satisfação pode ser modelada a partir do apoio dos pais e das condições que estes darão ao desenvolvimento da criança.
Procurando entender o que se passa no íntimo da criança, podemos concluir que este deseja, em grande parte das ocasiões, ser elogiado. O apoio estimula o indivíduo a seguir em frente e conseguir cada vez mais elogios. É a busca por ser melhor no que faz. 

Conclusão: O apoio familiar é a principal base para o desenvolvimento artístico na criança. O incentivo gera apreço ao indivíduo que, na fase da infância, se encontra a mercê do que o cerca, adquirindo futuramente, maturidade maior para avaliar o que deseja. O que deve sempre ser respeitado é o direito da criança de ser criança.

Romes Sousa

sexta-feira, 30 de março de 2012

Superdotados: Reflexões introdutórias

Psicólogos e pedagogos estimam que em uma sala de aproximadamente trinta crianças, quatro sejam superdotadas.
Porém, qual é o sentido plausível para se classificar o superdotado? O que é um superdotado?
Segundo diversos profissionais da área da infância e juventude, superdotado é todo aquele que apresenta habilidades especiais para uma área específica, seja esta qual for.
Claro fica o fato de que, o superdotado, apresentando habilidades extraordinárias para uma área, não é um "gênio", apenas uma criança comum, com necessidades infantis e, como jamais poderia deixar de ser, influenciada por seu ambiente de convívio.
Atualmente, dois grupos de superdotação podem ser separados a fim de facilitar o entendimento do fenômeno. 
Existe a superdotação artística, no qual o indivíduo manifesta extraordinárias habilidades para a arte e existe também a superdotação intelectual, muito comum atualmente. Nesta, o superdotado tem facilidade em aprender uma área específica do conhecimento, a qual lhe interessa.
O tema superdotação é recoberto por perguntas e questionamentos diversificados, porém, o que existe de concreto é que, até o momento, o superdotado não apresenta características biológicas diferenciadas dos considerados "normais". 
O superdotado é um reflexo de uma nova sociedade que se forma, dotado apenas de uma vontade de aprender e capacitado, por instinto de criança, a se apegar ao ambiente artístico ou intelectual que lhe é satisfatório. Este apego gera então, a vontade de se pesquisar e aprender mais sobre o assunto, gerando um superdotado que prefiro denominar "superdotado de formação". 
Este grupo de superdotação não é específica, mas sim muito comum e está presente nas mais diversas regiões. É natural e completamente compreensível, visto que, a partir do instante em que a criança passa a se interessar por uma área, tem a sua volta um enorme contingente de oportunidades de pesquisa. Isso, logicamente, aumenta sua habilidade em uma área, tornando-o assim, um superdotado.
O superdotado de formação apresenta, em muitas ocasiões, características psicológicas próprias, como a vontade e instinto a pesquisa.
Em outras postagens, estarei dissertando sobre as superdotações artística e intelectual. Por enquanto, o que deve ser compreendido após a leitura desta postagem é que o superdotado é apenas um ser com capacidades maiores para uma área, porém, não deixa de ser uma criança, ou um jovem, o que deve ser respeitado. Ficou esclarecido o fato de que, pode ser a superdotação, uma propriedade gerada pelo próprio indivíduo. Deixo claro também que pode e é comum que o superdotado tenha facilidades enormes em áreas que lhe são gratas. 
O tema é intrigante e vasto. Há muito a ser dito e refletido. Voltaremos a conversar nas próximas postagens.

Romes Sousa

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reflexões sobre o "ser artista"

Muito se fala atualmente em "ser artista", viver de tal arte, conseguir se sustentar a partir do talento próprio.
Porém, seria este talento um dom natural ou uma infâmia social?
Logo entenderemos porque citei a expressão "infâmia social". Focaremos, inicialmente, no sentido e na representação do artista atual. 
A arte surgiu nos primórdios da humanidade, sendo caracterizada por um bom tempo como a representação do belo, no entanto, evoluiu ao patamar de chegar ao estado atual de representar de alheias formas da realidade, sendo ponte de interlocução entre o mundo íntimo e psíquico do artista e o mundo físico real.
Partindo deste aspecto, o artista é todo aquele que faz de alguma forma, uma arte, ou seja, uma recriação significativa da realidade. Sendo assim, o artista teria o papel de estar levando sentimentos e emoções a sociedade de forma geral.
Mas é realmente esta sociedade, alucinada e sem valor próprio que levará o artista ao status de infâmia social. A glorificação pública a um determinado artista o leva, mesmo que inconscientemente a adotar para si um estado de conforto e superioridade quanto aquela mesma sociedade que o promoveu.
O artista endeusado se coloca em posição superior por pensar que tudo está circulando a seu redor e que seus fãs o sustentam, mesmo nos piores momentos. É um estado persistente que, é comum quando se avalia a sociedade capitalista em que vivemos.
A partir do instante em que o artista se eleva e usa da sua arte para se sobrepor aos outros demonstra duas qualidades (se assim podemos chamar): hipocrisia e falta de amor pela profissão.
Porque hipocrisia?
Hipocrisia pelo fato de que o artista se coloca em um estado soberbo tão grande que acaba por esquecer do sentido da arte. A arte foi criada como forma de expressão humana e não como forma de sobreposição. É o capitalismo artístico.
Falta de amor pela profissão por motivo muito parecido com a hipocrisia: não respeita o que faz, não respeita a arte e seu sentido original. Tenta se sobrepor a arte. Creio que seja de concordância mútua que assim fazendo, o indivíduo pode deixar de ser artista.
Estes são os motivos principais que levam algum artista a fazer parte da infâmia social, se fechando para a realidade física, prendendo-se ao mundo dos elogios e sendo sustentado pelos fãs.
E depois você para pra pensar: quantos querem ser artista? Porque querem ser artista? Seria por amor a arte ou pelos benefícios futuros?
A forma de organização social que predomina no Brasil centraliza o artista e centraliza a fama fazendo que esta seja alvejada por todos. Cria-se para mascarar o ser artístico a expressão talento. O que seria talento?
Talento é (ou seria) a habilidade de alguém para fazer tal coisa. Só vale lembrar que esta habilidade está nos olhos dos fãs (talvez seja por isso que os dons artísticos são de mútuas opiniões até mesmo em centros de críticas artísticas), que como já dito em posts anteriores, se faz de obsediado e louco por tal artista diminuindo consequentemente o amor próprio.
Toda nossa sociedade vive num campo magnético que impulsiona as pessoas para aquilo que gera lucro e benefícios futuros. Isso é um estado de alienação social grave. É por este motivo que muitos querem ser artista. Estes pensam na fama e na glorificação. É querer estar no lugar que tanto deseja, no centro social.
Paramos para pensar: onde se iniciou este ciclo? Na sociedade que influenciou o desenvolvimento do artista e que pelo princípio da ação e reação que, por incrível que pareça surge num discurso social, sofre as consequências do apoio maciço a que designou seu tempo, sendo suporte para o mundo de fantasias que cerca o profissional artista.

Conclusão:

A sociedade eleva o artista e esta mesma sofre as consequências da desigualdade que surge posteriormente.

Romes Sousa


sábado, 3 de março de 2012

Reflexões sobre a ideia de "salvar o mundo"

Atualemente muito se houve falar em salvar o mundo. Esta é uma questão que está presente em diferentes culturas, cada uma interpretando de uma forma a fim de chegar a um consenso sobre o futuro. 
Os ecologistas falam em "salvar o mundo" no que se refere ao meio ambiente e a preservação a natureza.
Os economistas entendem "salvar o mundo" no sentido de livrar o planeta de uma catástrofe econômica.
Os geógrafos dizem "salvar o mundo" partindo da razão dos questionamentos sociais sobre comida e moradia.
Já os religiosos fanáticos interpretam "salvar o mundo" no sentido de livrar o planeta de algo super ruim, uma catástrofe diabólica, no qual o mal predominaria sobre o bem, etc.
Mas, terá sentido a ideia de salvação do mundo? Primeiramente, deve-se levar em conta o sentido etimológico de cada palavra.
Salvar, etimologicamente falando significa livrar de uma situação perigosa, abster-se do perigo.
Mundo possui sentido de planeta. Então, a partir disso, fica concluido que, salvar  o mundo está relacionado a livrar o planeta de algo que o deixa em perigo.
O que o deixa em perigo?
Os conservadores dirão: o que deixa o mundo em perigo são as ações humanas, a destruição da natureza, etc. Não é uma opinião completamente errada, porém, se olharmos por outro sentido veremos que estas mesmas ações humanas antes citadas se referem ao produto social conservado através de gerações.
Em todos os tempos existe o mesmo discurso, mesmo que, sem grandes ênfases de preservação ambiental, zelo com o patrimônio natural e respeito a todos. É um conceito geral, que, sem ser pensado e sem respeitar as regras da razão, são passados de pai para filho.
São passados porque?
Porque o pai tem a visão de que aquilo é correto. Os conceitos que a pessoa assume para si de sua religião, filosofia de vida ou área do pensamento são transmitidas de modo quase que genético. Desta forma, é fato que, primeiramente, as ideias de que o mundo deve ser salvo e porque são transmitidos de modo geracional, muitas vezes, limitando a capacidade da razão.
Um exemplo fácil de ser compreendido: O indivíduo X nasce no meio de uma família que segue rigorosamente uma religião super fechada que prega que o mundo deve ser salvo do "mal" que as outras crença pregam. Automaticamente, este indivíduo terá em mente que o mundo deve ser salvo e que as crenças alheias são o mal do planeta. Se X for mais conservacionista e não abrir a visão racional, terá tendências em se tornar um religioso altamente fanático. É a influência do meio.
Mas estamos falando em salvar o mundo. Já é notável e inteiramente compreensível que nem sempre o conceito de salvação mundana é igual em todas as sociedades. O que deve ser quase que obrigatório quando se fala em salvar o mundo é a ação que o homem tem sobre o planeta. 
Talvez o que deve ser feito não é salvar o mundo, mas sim mudar o mundo, quando se liga ao conceito filosófico de que o mundo sofre catástrofes, tanto naturais quanto artificiais e sociais. São as atitudes individuais de cada pessoa que devem ser mudadas. Isso parte do ponto que já falei várias vezes em postagens anteriores, de uma modelação da personalidade. 
A abertura de visões ajudará a pessoa a ter perspectivas, consequentemente, evoluir economicamente, ter um respeito maior para as questões ambientais, evitando assim, o fracasso do mundo.
Não é o mundo que precisa de salvação, pois que "modifica" o mundo é o homem, e é justamente este que deve ter seu íntimo modelado ou transformado, embora isto seja, realmente, muito difícil. O homem deve ser reponsável por suas ações e estas sim, constroem o mundo. Concluindo: se há algo a ser mudado são as íntimas atitudes humanas.

*Obs. Entende-se por mudança de atitude, uma mudança gradual que parte da personalidade e constroi uma sociedade mais intelectual e socialmente integrada.

Romes Sousa

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Conscienciologia: Da ideia científica aos mares da religiosidade

Teoricamente, a Conscienciologia foi criada com o papel de ser uma ciência que estuda a consciência. Os ideais defendidos por Waldo Vieira causou do campo uma incógnita em contextos científicos.
Para quem não conhece, o Sr. Waldo Vieira é um médico, que seguia a doutrina espírita, porém, que se livrou da religiosidade em busca de pesquisas científicas na área, por isso, criou uma "ciência" que nomeou de Conscienciologia e, ao seu redor, criou inúmeras subdivisões para esta disciplina.
As ideias de Waldo era, realmente, criar uma ciência séria e centrada, porém, em muito pouco tempo, é notável que tal feito não foi alcançado.
A Conscienciologia admite atualmente um grande contexto religioso, evoluindo, se assim pode dizer, de possível ciência á possível religião.
Para quem não conhece, os debates e reuniões dos adeptos a Conscienciologia ocorrem em locais que se denominam "Tertuliarium".
As subdivisões da Conscienciologia ganharam vida de uma estranha forma, baseando em "fenômenos da consciência" e estas possuem os mais diferentes nomes: Pensenologia, Evoluciologia, Holorresomática, Holocarmalogia, etc.
Tais palavras apresentam ideias de crenças que se distanciaram do real contexto científico que, creio eu, Waldo pretendia explorar nestes estudos. 
De forma esquematizada, os princípios que fizeram a ciência conscienciológica se tornar uma possível filosofia de vida, ou até mesmo uma crença religiosa são:
- Criação de estranhos nomes para simbolizar áreas de estudo
- Criação de nomes para representar locais de estudo
- Manutenção de dogmas e tradições, como por exemplo, a forma em que se ocorrem as reuniões (fotos indicam que sejam em círculos, no qual todos ficam de branco)
- Crença real em experiências que desafiam a realidade
O que se nota a partir dos dados é que as ideias do Sr. Waldo eram excelentes, porém, se deixaram levar pela religiosidade. Atualmente, os conscienciólogos admitem a Conscienciologia como ciência, mesmo esta adotando grandes fundamentos espiritualistas. 
Ressalto que não quero criticar pensamento de ninguém, quero apenas propor uma reflexão séria e fundamentada para a Conscienciologia. 
Só lembrando, a Parapsicologia Científica real jamais diz que existem fenômenos paranormais, apenas os estuda a partir de evidências, o que não faz a conscienciologia.
Este campo de pesquisas que fala sobre a paranormalidade e experiências anômalas devem ser encarados com sabedoria, discernimento e, acima de tudo, com total rigor científico.
Infelizmente, a Conscienciologia é mais uma pseudo-ciência que surgiu com grandes objetivos de estudo e que não conseguiu manter a seriedade. 
Uma pena e que o fato não volte a se repetir nos caminhos da ciência.

Romes Sousa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Breve dissertação sobre a Parapsicologia Científica


A Parapsicologia busca estudar os fenômenos "paranormais", porém, aprofundaremos no assunto. A Parapsicologia Científica estudar as evidências de fenômenos paranormais, ou seja, de fenômenos que desafiam as leis da ciência comum.

Os estudos de tais fenômenos deveriam estar ligados a Física, mas, como os fenômenos desafiam algumas leis da arcaica Mecânica Clássica, a grande maioria dos "físicos" tem preferência por deixar o estudo de tais fenômenos de lado. O que é, em minha opinião, extrema hipocrisia. 

Muitos tem medo de mudar, mas mudanças e descobertas são necessárias. O mundo evolui. O Espiritismo é uma teoria para os fenômenos parapsicológicos. É impossível derrubar a teoria espírita por não se compreender a natureza do espírito e, consequentemente, sua presença em um ambiente.

A Parapsicologia é ciência oficial desde 1953 e deve ser respeitada, mas infelizmente, devo admitir que falta sim muita organização e respeito á esta ciência. Tanto é que atualmente o nome que mais está sendo usado nas universidades para estudar os fenômenos é Psicologia Anomalística. Dizer que é parapsicólogo, todos podem, pois não existe algo que regulamente a profissão, agora, dizer que é psicólogo anomalístico, nem todos podem. 

A partir desta nova era de estudos em que entramos, o pesquisador dos fenômenos deverá passar por uma rígida formação. Serão 04 ou 05 anos de Faculdade de Psicologia e mais a pós-graduação. Isso é muito bom, pois precisamos de seriedade e compromisso neste estudo.

Zelarei sempre pela ciência (real) parapsicológica e espero que todos façam o mesmo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A ridícula psicologia do fã

É mais do que comum assistir fãs alucinados á procura de um artista ou jogador de futebol.
Mas, seria legal se entendêssemos o que se passa na cabeça de um indivíduo que é capaz de ficar horas e horas em um lugar desconfortável apenas para ver a aparição de um famoso. 
Famoso pra quem? Para os fãs. 
Quem são os fãs? Admiradores ou doentes?
Admiração é algo bem diferente do que ser um fã doente por alguma personalidade. Admiração é você gostar do trabalho, achar legal, ou adorar, amar, tanto faz, desde que, mesmo assim você continue se respeitando.
Ser fã doente é querer viver a vida do outro como se fosse sua, é valorizar mais aquela pessoa que nem a conhece do que a se próprio, é ter uma relação doente com o mundo de uma forma geral. Sim, uma relação doente com o mundo: uma relação de extrema obsessão.
É muito, muito comum você ouvir de um fã: "Eu amo tal pessoa". Dá pra contrariar esta afirmação. O fã alucinado não ama a pessoa, ama o personagem. Todo artista se torna personagem a partir do momento em que ele age de uma forma na carreira profissional e de outra na área pessoal.
Nós temos artistas altamente mal educados aqui mesmo no Brasil. É muito fácil ser a melhor pessoa do mundo em frente ás câmeras e depois jogar a educação toda para o alto e se transformar no maior hipócrita da face da Terra.
O artista que, realmente ama o que faz deve ou deveria não criar personagens sobre si mesmo. A criação de personagens gera uma falta imensa de humildade e respeito com o fã bonzinho que fica lá chorando, implorando por uma simples assinatura.

Vamos tentar entender algumas verdades sobre os fãs doentes:

- Não se alto valoriza: Tem uma capacidade muito maior de respeito com alguém que nem sabe que esta pessoa existe do que com si mesmo.
- É, na imensa maioria das vezes, um hipócrita generalizado: Fanatismo, em todos os casos, é hipocrisia. O fã hipócrita sabe falar bem só de quem adora, não consegue valorizar os outros artistas e acaba se tornando mais um robô social, cujo a sociedade (os outros fãs) vão controlar suas ações e atitudes.
- Perde a capacidade crítica: Acaba se tornando um grande bobo, maleável, este terceiro tópico se interliga perfeitamente com o segundo.

Conclusão:

É preciso se libertar, ou pelo menos tentar se libertar da ideia de fanatismo artístico ou esportivo. É preciso ter "cabeça" e saber modelar ou criar suas próprias opiniões. É necessário se auto-valorizar, esta parte é essencial pois evita que a pessoa se mate por alguém que nem a conhece. Sou fã de alguns artistas, mas não fanático. Não suporto gritar, pular, morrer por alguma pessoa que em nada se importa comigo.

Que cada um pense como quiser.

Romes Sousa


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Situação crítica da educação em Goiás - Imagens






Em breve debateremos o assunto, por enquanto, que cada um reflita...

Romes Sousa

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Túlio Isac é reflexo perfeito da educação pública de Goiás


Nesta última semana, mais uma polêmica mexeu com usuários de redes sociais, educadores e alunos. 
É que o "excelente" e "intelectualizado" deputado estadual de Goiás, senhor Túlio Isac, fez uma crítica no mínimo infeliz aos profissionais de educação.
Ao questionar o manifesto, que pedia, entre outras coisas, reformas no piso salarial, o deputado criticou os professores alegando que a palavra exigimos se escreve com a letra "j" no lugar do "g", como pode ser conferido no vídeo ao lado.
Os educadores afirmam também que o político teria cometido um ato preconceituoso contra um professor que tinha o cabelo grande.
Esta é, sem dúvidas, mais uma polêmica que gera em torno do ridículo governo de Marconi Perillo em Goiás. O tucano vem decepcionando não só na área da educação, mas sim em uma outra área prioritária, como a saúde.
A população goiana está mais do que acostumada a ligar o noticiário e assistir a mais um escândalo referente ao governo Marconi.
Motivos do desacordo com o governo que apresento para justificar minha opinião, que por coincidência, se iguala a grande maioria da população é: todos sabem que o HUGO, Hospital de Urgências de Goiânia está caindo aos pedaços, médicos e enfermeiros já revelaram a pejorativa situação em que a casa médica se encontra. Só ressalto que a grande parte dos grandes hospitais públicos de Goiás são de responsabilidade do governo. Quanto a educação, não é necessário falar nada, o vídeo mostra tudo. A educação pública goiana está tão ruim que até os políticos acabam sendo atingidos pela peste da ignorância. O caro secretário  Thiago Peixoto traça metas para 2012, publica bons textos em seu blog e é criticado por 90% dos educadores de Goiás. 
Pelo que vejo, o governo prometido por Marconi como sendo o melhor de sua carreira vai se tornando o oposto e, se serve de consolo para o deputado Túlio Isac, erros acontecem, são aceitáveis, mas, caem bem mal na grande maioria das situações. Porém, ele deve ser compreendido como mais uma "vítima" da educação pública goiana. Coitadinho!

Romes Sousa

domingo, 22 de janeiro de 2012

Uma crítica aos "críticos"

Uma das maiores pobrezas atuais quando se fala em educação é dizer: Nossa, eu tenho um aluno muito crítico. No entanto, observe a crítica do estudante: "Meu Deus, todo político é corrupto e vagabundo". Qual é o fundamento? Porque? É uma crítica com sentido? Creio que não precise responder.
Ser crítico não é exibir frases superficiais sem significado algum. A crítica é a interpretação de algo, seja ele o que for. 
Dizer apenas que alguém é bom ou ruim em algo é, em grande maioria das vezes, reflexo de um pensamento social contínuo. Exemplo: um cantor bonito desponta e começa a fazer sucesso com as mulheres, logo em seguida, a população masculina tem a tendência, por uma formação psicológica (resultante da sociedade em que se encontra), de julgar este cantor como gay e outras coisas mais. Isso jamais fundamenta uma crítica, é apenas uma opinião que deve ser descartada por todos, pois, em grande maioria das vezes, partem de pessoas sem cultura, sem o menor nível intelectual e que refletem o potencial filosófico da sociedade brasileira.
A crítica bem sucedida deve conter fundamentos que a fundamentem. Não basta apenas dizer se algo ou alguém é bom, ruim, ótimo ou ridículo, deve se justificar, ou seja, explicar o porque da opinião.
É bom ressaltar que uma boa crítica requer conhecimento sobre o assunto. Toda crítica é uma opinião, mas nem toda opinião é uma crítica. 
Para formar um estudante verdadeiramente crítico é necessário criar no mesmo um instinto intelectual que o leve a pensar e analisar uma situação antes de usar frases hipócritas e já manchadas socialmente. O que quero dizer é: antes de impor dogmas e conceitos é necessário fazer o indivíduo pensar, refletir sobre algo. Imposições caem com facilidade, basta uma opinião mais apurada. Pensamentos e opiniões já não perdem foco com tanta banalidade. 
Um forte exemplo que podemos citar é a religião: décadas atrás, o Brasil tinha uma população muito maior de católicos. Os pais que seguiam o catolicismo passavam os conceitos adiante, como imposições á seus filhos. Porém, hoje a população católica do Brasil caiu significativamente pois todos ampliam seus pensamentos e não seguem mais dogmas (com todo o respeito á Igreja Católica Apostólica Romana).
Uma boa crítica deve ser formado a partir de um pensamento e não de uma frase preconcebida. Neste blog, convido o (a) leitor (a) a refletir sobre questões ativas na sociedade brasileira e mundial. 
O problema da baixa crítica está presente em enorme parte das escolas de nosso país. Isso significa que ao invés de ensinar o aprendiz a refletir sobre os dilemas sociais, ideias atrasadas são colocadas como certas, um grande problema de milhões de maus pedagogos que existem por aí. Ensinar a pensar é um ponto primordial para a formação de uma boa crítica, pena que o pensamento e a filosofia incomodem tanto aos poderosos do Brasil. 
Televisão e internet são grandes ferramentas de manipulação de opinião. É lógico que são meios de comunicação altamente importantes, mas, antes de impor opinião sobre política, economia, esportes etc, é bom criar uma filosofia que justifique tudo o se diz.
Mas uma vez repito, não quero robôs que seguem este blog e aceitam tudo o que escrever. Esta página é feita para pensadores e questionadores da sociedade, aliás, o que temos muito pouco.

Romes Sousa